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sábado, 10 de julho de 2010

MAIS DO CONICRACK - a conferência do psicólogo mexicano Ricardo Sanchéz Huesca

Psicólogo mexicano aborda os fatores de risco que levam à drogadição




O psicólogo e terapeuta familiar mexicano Ricardo Sánchez Huesca foi a atração da manhã do último dia do I Congresso Internacional Crack e Outras Drogas, no Salão de Atos da UFRGS. Huesca participa do Centro de Integração Juvenil daquele país e expôs ao público os fatores de risco para o uso de drogas.

O pesquisador apresentou dados que mostram o consumo de drogas nas Américas. Depois da maconha e da anfetamina, a cocaína – incluindo-se aí o crack, é a droga mais utilizada, sendo os Estados Unidos o maior consumidor. Huesca alertou para o alto consumo de inaladores e para o preocupante aumento no uso de anfetamínicos e êxtase. Em pesquisas realizadas no Centro de Integração Juvenil, que está presente em grande parte do México, percebeu-se que o uso de cocaína e crack cresceu na última década. Um dado mais animador, segundo o médico, é o fato de que a maioria da população não usa drogas, sendo escassos os casos problemáticos. Portanto, fica mais fácil estudar os casos.

Ricardo Huesca divide os fatores que influenciam na drogadição em dois. O primeiro é o interno, composto pela vulnerabilidade dos usuários e que levaria mais facilmente ao abuso e à dependência. Já o fator externo acarretaria, principalmente, o uso experimental. Uma pesquisa mexicana ainda mostra as questões macrosociais que conduzem às drogas. Entre elas estão o lugar de residência e a classe social. Homens jovens e com razoável condição financeira seriam os maiores consumidores. Lugares turísticos e perto de pontos de tráfico formam o maior foco de drogas. As baixas condições socioeconômicas, a exclusão da comunidade – como no caso de imigrantes, e a alta densidade populacional, que ajuda os viciados a passarem despercebidos também são fatores que devem ser analisados. Huesca contestou a legalização de algumas drogas, visto que, para ele, a permissividade aumenta o consumo.

A fraca estrutura familiar, como frisa o mexicano, não pode ser tomada como causa direta do consumo de drogas. “Ninguém é culpado por ter um usuário na família”, uma vez que são muitas as causas do problema. A combinação de fatores de risco e a ausência de proteção, afirma, leva ao vício. Porém, o psicólogo não nega a influência de parentes no consumo de drogas. “O ser humano se forma através de modelos”. Por isso, o uso de entorpecentes por parte dos pais pode ser problemático. Huesca afirma que a violência doméstica tem grande parcela de culpa na drogadição.

Pesquisas científicas comprovam a necessidade de amor por parte da família para prevenir os adolescentes.

O meio escolar e as influências de amigos também são citados pelo palestrante como condições determinantes para a inserção do jovem nas drogas, visto que esses sentem necessidade de participar de um grupo. A ausência de orientação, a insatisfação com a vida, a falta de humor e as expectativas positivas em relação ao uso de entorpecentes são os problemas que levam o adolescente a esse caminho. Huesca constata: “É mais que um problema de saúde. É também um problema econômico e de estrutura social. É preciso ensinar o jovem a dizer não aos amigos e a ter auto-estima”.

Ricardo Huesca encerrou sua conferência com um alerta: “Todos buscamos a fuga do sofrimento e a felicidade, mas às vezes procuramos no lugar errado. Devemos proporcionar aos dependentes um ambiente onde todos possamos ser felizes e deixar de sofrer”.




E a Zero Hora publicou a seguinte reportagem sobre a conferência, que reproduzo abaixo:

Afeto e escola para vencer  o vício



Conferencista mexicano diz que dependente químico precisa ser acolhido e cercado de hábitos saudáveis para resistir ao tóxico. Atrair em vez de repelir. Esta é a máxima adotada pelo psicólogo e terapeuta familiar mexicano Ricardo Sánchez Huesca quando o assunto é o trato com os usuários de drogas. Durante o encerramento do 1º Congresso Internacional Crack e Outras Drogas, ontem, em Porto Alegre, Huesca apresentou fatores de risco que levam ao uso de entorpecentes.

O especialista aposta na afetividade para recuperar um dependente químico e diz que a escola pode ser um ambiente de resgate.

– Pais, professores, supervisores escolares devem ser ensinados a acolher o dependente químico, pois o viciado precisa se cercar de coisas saudáveis, se divertir para resistir ao consumo de drogas. Mas, para que isso ocorra, as famílias dos colegas, devem estar bem preparadas para lidar com a situação – diz.

Em contrapartida, o terapeuta relata que é no grupo de amigos que as crianças se espelham. Por isso, os pais precisam ficar atentos aos relacionamentos dos filhos.

Segundo o psicólogo, não é difícil estudar casos graves, pois são minoria.

– É mais do que um problema de saúde. É também um problema econômico e de estrutura social. É preciso ensinar o jovem a dizer não aos amigos e a ter autoestima – afirma.

Especialistas em combate às drogas do México, Colômbia, Argentina e Brasil dividiram experiências com os mais de mil participantes de nove Estados brasileiros durante os quatro dias do evento, que foi realizado no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
  
E o texto a seguir, também da Zero Hora:


Violência e pais drogados induzem os filhos ao vício
Crianças vítimas de maus-tratos e que presenciaram o uso de drogas são mais vulneráveis ao mal



Que os amigos influenciam na experimentação das drogas e que a atração pelo proibido é grande já se sabe. Mas uma pesquisa feita neste ano mostra que a influência do meio familiar pode ser muito mais decisiva do que se imagina na formação do viciado.

Maus exemplos dos pais podem ser determinantes para transformar alguém em dependente químico, revela um estudo coordenado pelo psicólogo clínico Ricardo Sánchez-Huesca, especializado em tratamento de drogados no México.

– Dos dependentes químicos entrevistados, 70% assistiram ou sofreram maus-tratos por parte dos pais. Entre os que não usam drogas, o percentual dos que não vivenciaram violência doméstica baixa para 20% – destaca o especialista no estudo Detecção Precoce de Fatores de Risco para o Consumo de Substâncias Ilícitas.

Huesca é um dos diretores de uma rede de centros de integração juvenil (laboratório preventivo contra drogas e crimes, do Ministério da Saúde mexicano). O trabalho coordenado por ele na Cidade do México ouviu 40 dependentes químicos e 40 pessoas que não usam drogas – todas da mesma faixa etária e da mesma região, para equilibrar a amostragem.

Metade dos entrevistados tinha parentes viciados

O estudo constata também que 50% dos usuários de drogas pesquisados relatam que seus pais ou irmãos mais velhos usavam algum tipo de entorpecente. Entre os não consumidores de drogas, o percentual dos que narram ter familiares envolvidos com uso de substâncias ilícitas é zero.

Huesca acredita que hábitos familiares de consumo de álcool e outras drogas são “sumamente relevantes” para a prevenção e tratamento de drogados – para a prevenção porque o tratamento de adultos usuários de drogas pode evitar a reprodução, por modelo comportamental, dessa conduta em seus filhos. O profissional reforça a proposta de uma maior eficácia terapêutica quando se inclui o modelo de tratamento de toda a família e não apenas do usuário de drogas.

Um terceiro eixo da pesquisa mostra que 23% dos usuários enfrentam dificuldades escolares. Sobretudo, provocadas pela conduta rebelde, o que resulta em expulsão das aulas. Entre os não usuários, apenas 5% relatam dificuldades na escola.
Nas conclusões da pesquisa, Huesca ressalta que muitos dependentes de drogas dizem que, durante a infância, foram deixados aos cuidados de diferentes pessoas. Todos encararam isso como indiferença ou abandono por parte dos pais. Qual a saída? O principal conselho de Huesca é que famílias sejam tratadas, preventivamente, para que seus filhos não se tornem viciados na idade adulta.

O estudo do mexicano será detalhado no 1º Congresso Internacional de Crack e Outras Drogas, que acontece em Porto Alegre entre os dias 7 e 9.

O encontro, que reunirá pesquisadores especializados em prevenção, tratamento e redução do uso de drogas, é promovido pela Associação do Ministério Público, com apoio da RBS.

“70% dos dependentes químicos entrevistados assistiram ou sofreram maus-tratos.”



Sánchez-Huesca, psicólogo



Confira as dicas do terapeuta Ricardo Sánchez Huesca sobre comportamento familiar X drogas



- Crianças que convivem com pais que fumam ou consomem bebidas alcoólicas tem o interesse estimulado.


O que fazer?


Dar bons exemplos de conduta e estimular que tenham momentos prazerosos. 0 adolescente precisa saber o que fazer com o tempo livre.


- Aqueles que se envolvem com amigos que utilizam alguma droga tem a possibilidade de seguir o exemplo aumentada em dez vezes.


O que fazer?


Pais devem indagar sobre o comportamento dos amigos dos filhos. Se detectar que o amigo mais próximo usa drogas, o pai deve incorporá-lo ao ambiente familiar e falar com os pais do usuário.


- Falta de conhecimento sobre o assunto


O que fazer?


É importante que os adolescentes estejam cientes das consequências que pode sofrer se usar algum tipo de entorpecente. Precisam saber que as drogas estão proibidas porque são perigosas.


- Problemas de aprendizagem


O que fazer?


Esse tipo de diagnóstico pode ser feito na primeira infância e deve ser tratado em seguida. Pesquisas mostram que isto está muito vinculado com o consumo de drogas.


- Trabalhar e estudar


O que fazer?


Quando o adolescente começa a trabalhar, começa a ganhar dinheiro. O problema está na disponibilidade financeira aliado à falta de supervisão dos pais.


O terapeuta considera ainda outros fatores de risco como perda de alguém importante da família ou do círculo de amigos, baixa auto-estima e superproteção por parte dos pais. Além disso, meninas são mais sensíveis a problemas familiares e meninos, a problemas escolares.

(fonte: clicrbs)



terça-feira, 15 de junho de 2010

PALESTRAS





Agora começou pra valer outro eixo do projeto, que eu particularmente considero o mais importante: o da prevenção.
Com palestras dirigidas aos pais e também aos adolescentes, dei início, na semana que passou, a uma campanha de conscientização quanto à importância da presença do pai na vida dos filhos.
Inspirada  no projeto do colega Promotor de Justiça Charles Emil Machado Martins, com sua campanha "Pai:Presente!", sucesso em São Sebastião do Caí, e também baseada no trabalho do psiquiatra Sérgio de Paula Ramos, cuja palestra assisti há algum tempo, na internet, intitulada "Drogas e Violência na Adolescência: onde está o Pai?" com uma abordagem fantástica sobre a importância da função paterna, estruturei uma abordagem para conscientizar os pais acerca da importância da participação dos pais - biológicos ou afetivos - na vida de seus filhos, especialmente na vida escolar, interagindo com os professores, impondo limites e incentivando os filhos.
Quanto aos adolescentes, o objetivo foi mostrar o potencial destrutivo das drogas, demonstrando a eles que a liberdade é o bem maior em xeque - haja vista que a dependência química leva à adicção, termo sinônimo de escravidão. Um vídeo contendo reportagens e depoimentos de viciados em crack foi mostrado aos alunos, causando impacto e reflexão. Tendo informação sobre o real efeito das drogas, os adolescentes são livres para fazer a melhor escolha para o seu futuro.
Durante a palestra, houve ainda um "sorteio" das camisetas da campanha da AMPRS - "Crack: Ignorar é o seu vício?", aos alunos que soubessem determinada resposta, e se dispusessem a respondê-la no microfone.
Foi um sucesso!
Eu, pelo menos, amei.


DAS UTOPIAS

Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo para não querê-las...

Que tristes os caminhos, se não fora

A presença distante das estrelas!


Espelho Mágico - Mário Quintana

sábado, 5 de junho de 2010

Maconha: o que os pais precisam saber


“Uso de maconha por adolescente tem impactos psicológicos, biológicos, sociais e legais que levam ao comprometimento do desenvolvimento do futuro adulto”. Afirmação do especialista em dependência química Sérgio de Paula Ramos* em “Maconha e Desenvolvimento Escolar”.

O psiquiatra, que já participou de várias comissões no Ministério da Saúde e na Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul descreve os riscos da maconha:

-pesquisas mostram que o uso de maconha experimentalmente tende a levar ao uso regular; grande parte dos fumam apresentam dificuldade para interromper o uso e acabam desenvolvendo dependência;

-maconha favorece o uso de outras drogas;

-maconha prejudica memória, atenção, tempo de resposta imediata, controle motor durante o período de intoxicação que pode durar várias horas; há pesquisas que revelam efeitos da maconha prejudicando as funções cognitivas por até 7 dias após o uso ;

-pesquisas mostram que estudantes que fumam maconha tem 38% mais chance de abandonarem a escola antes de concluírem os estudos do que aqueles que não usaram;

- uso precoce de maconha aumenta as chances de adolescentes adotarem um estilo de vida não-convencional, ou seja, se desengajarem de papéis convencionais como completar educação formal, arrumar emprego, participar de práticas religiosas e esportivas;

-eliminar o uso de maconha poderia reduzir a incidência de esquizofrenia em 8%;

-pesquisas nos Estados Unidos, na Holanda e na Austrália revelam taxas 2 vezes mais altas de maconha em pessoas com esquizofrenia;

-estudo sueco com jovens de 18 a 20 anos , no Exército, constatou que os que usaram maconha mais de 50 vezes possuíam 6,7 vezes mais chances de desenvolver esquizofrenia 27 anos mais tarde;

-quanto mais cedo a exposição à maconha, mais intenso é o seu uso e , portanto, maiores as chances de episódios psicóticos ocorrerem;

-estudo realizado durante 15 anos, constatou que usar maconha na adolescência quadruplica as chances de desenvolver depressão na fase adulta (Bovasso, G.B:Cannabis abuse as a risk factor for depressive symptoms. American Journal of Psychiatry , 158 : 12, pp. 2033-37 );

-o uso de maconha aos 18 anos aumenta a probabilidade de desenvolver algum transtorno mental aos 21;

- o consumo de maconha reduz a velocidade percepto-motora, a precisão de movimentos e a exatidão , habilidades fundamentais na direção (Kurzthaler,1999). Também jovens que estão dirigindo sob influência de maconha apresentam maior probabilidade de sentirem sono, dirigirem em alta velocidade e de estarem dirigindo sem cinto de segurança (Ramaekers, 2004) achados confirmados por Blows et al (2005). No Brasil não encontramos estudos que relacionam acidentes de trânsito e uso de maconha que tenham significância estatística. Parece que o consumo de maconha ainda não é percebido como problema por nossas autoridades, deixando evidente que essa área precisa ser mais bem estudada;

-quanto maior a frequência do uso de maconha e quanto mais cedo o uso, maiores as chances de estar associado a crimes e tentativas de suicídio;

Leia mais em:

_maconha/Maconha_e_desenvolvimento_escolar.pdf


Sergio de Paula Ramos:

Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1973), especialização em Psiquiatria pela Clínica Pinel de Porto Alegre (1975) e doutorado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (2003). Organizador e coordenador do Serviço de Alcoolismo da Clínica Pinel até 1982. Organizador e atual coordenador da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus. Fundador do Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre o Álcool e o Alcoolismo (GRINEAA), da Associação Brasileira de Estudos sobre o Álcool e o Alcoolismo (ABEAA) – que presidiu de 1989 a 91 – e da Associação Brasileira de Estudos sobre o Álcool e outras Drogas (ABEAD) – que presidiu de 2005 a 07. Possui larga experiência clínica na área da dependência química e, por isso, é convidado para dar supervisões em inúmeros serviços pelo pais, bem como várias conferências por ano sobre a matéria, em congressos da especialidade. Membro do Conselho Federal de Entorpecentes (1984 a 88) e de várias comissões de assessorias no Ministério da Saúde e na Secretaria da Saúde do RS.


falando com viciados em crack - reportagem do kzuka

Os malefícios do crack




Kzuka na Zero Hora 08/05/2009 - Marcela Donini





Não dê o start



Dois jovens em recuperação contam sobre os riscos de depender do crack



Imagine que você tem uma vida extra. Você poderia extrapolar todos seus limites e recomeçar tudo, com moderação. Só que você não é personagem de videogame. Os estudantes Ana* e Fábio* descobriram isso a tempo. Pararam de usar crack antes do jogo terminar. Aluna de colégio particular da Capital, ela está há cinco meses limpa. Ele estuda em colégio público e está internado há 15 dias, em uma clínica de Porto Alegre. Os dois aceitaram responder a perguntas do Kzuka, por e-mail, para contar por que não vale a pena entrar nessa.


Kzuka – Quando você experimentou o crack, tinha noção do seu alto poder de destruição?



Ana* – Sim, quando experimentei, todo mundo dizia isso, mas não levei muito em conta. Hoje, acho que até contou ser uma droga com mais poder de destruição, assim, eu seria mais eu. “Comigo o bicho não pega”, pensei.

Fábio* – Quando usei pela primeira vez, eu não sabia que fazia tão mal. Quando fui perceber, já estava viciado. Daí, fui saber a quantidade de porcaria que tem na pedra, gasolina, esmalte, cimento...



Kzuka – Como a droga lhe foi apresentada? Seus amigos usam ou usavam?



Ana* – Eu tinha bebido e tava de olho no guri que me apresentou. Acho que isso diz tudo.

Fábio* – Fumava maconha diariamente. Um dia, resolvi misturar com a pedra porque me disseram que era melhor. Estava na casa de um amigo e saí para comprar. Virou diário o uso, fora de controle. Quase todos meus amigos usam, mas fumo sozinho. Eles ficam na rua, eu não. Acho que é por vergonha, medo de que meu pai me pegasse ou soubessem que eu era um drogado.



Kzuka – Quando você experimentou drogas pela primeira vez? E álcool?



Ana* – Álcool com 12 ou 13. Maconha com 15. Aos 15 e 16, eu mandava ver cerveja nas festas.

Fábio* – O crack eu comecei em 2008, mas, o álcool foi há muito tempo, aos 11 anos. O primeiro porre foi aos 14 anos.



Kzuka– Como você se sente hoje?



Ana* – Hoje, sei que poderia ter perdido o trem da vida. A sorte esteve do meu lado. Tô viva. Fisicamente, tô recuperada. Psicologicamente, ainda é difícil. Quando bate a fissura, ninguém me aguenta.

Fábio* – Quando eu usava a droga, me sentia bem. Resolvi um monte de problemas, me sentia legal. Depois, eu fiquei muito mal, muito fraco, comecei a destruir a família, eu mesmo. Agora que eu tô me tratando, tô me sentindo muito melhor, me recuperando.



Kzuka – Como estão os estudos, chegou a interrompê-los? No colégio, sabem da sua situação?


Ana* – Atrasei a 3ª série do Ensino Médio, ano que usei crack. Matava muita aula no final, mas, este ano, sei que vou passar. Se meus pais não tivessem contado na escola sobre o crack, acho que só saberiam que eu usei drogas, e até aí, muita gente usa. Meus pais “botaram na roda”. Fiquei muito revoltada. Agora, acho que foi bom.

Fábio* – Eu não interrompi os estudos, só agora para me tratar. Mas piorei muito na escola. Quando usava drogas, as notas baixaram, não queria estudar. A escola sabe que eu tô me tratando, porque o pai levou um atestado, mas só alguns amigos meus sabem.



Kzuka – Como se deu o início do tratamento?



Ana* – Meus pais me levaram nuns quantos psicólogos e eu não aceitava. Diziam que era pra me internar à força. Como a Amy Winehouse, eu dizia “No, no and no”. Um amigo me levou pro grupo de Narcóticos Anônimos e deu certo.

Fábio* – Minha mãe me aconselhou. Depois que eles souberam, conversaram comigo, daí eu pensei bastante e resolvi me internar.



Kzuka – Como seus pais ficaram sabendo que você usava a droga?



Ana* – Meus pais dizem que foi um telefonema anônimo, mas eu negava, negava, negava. Até que não deu mais pra negar...

Fábio* – Eu escondia deles. Quando eu tava usando maconha, eles souberam por causa do cheiro e dos olhos vermelhos. Com o crack, começou a sumir coisas de casa. Eu tava levando dinheiro, calçados, roupa.



Kzuka – O que diria para jovens da sua idade que nunca experimentaram crack? E para quem usa outras drogas e bebe exageradamente nas festas?


Ana* – Nunca cheguem nessa parada. Atrasa tudo. Atrasa a vida. A ceva ou outra bebida com álcool qualquer é uma roubada. Teria muito pra dizer, mas cada um cuida ou descuida da sua própria vida.

Fábio* – Eu diria que não é bom. Pensem duas vezes antes de usar. O cara perde o controle, pode achar que é forte, mas sempre perde o controle, destrói a pessoa, a família. A droga é muito ruim. Quando tu usa uma droga por bastante tempo, tu quer usar outra. Então, não usem nenhuma droga. Tu não precisas encher a cara para curtir uma festa, se consegue fazer isso numa boa.



*Os nomes foram alterados para presevar a identidade dos jovens

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Se sua vida fosse um jogo e você se deparasse com o crack, veja como poderia ser



Start

Poucos começam no crack sem ter antes experimentado outras drogas, como maconha ou cocaína. Quem fuma um baseado de vez em quando e acha que está tudo bem, que a droga é inofensiva, está enganado. A verdade é que a maconha causa danos no cérebro, como perda de memória e dificuldade de expressão. Antes ainda, o exagero no álcool pode ser o primeiro passo da gurizada no mundo das drogas.



A experimentação

Para ser considerado dependente químico, o usuário precisa apresentar uma crise de abstinência. Isso pode acontecer a partir da primeira vez, se mais de uma pedra for fumada. Normalmente, a droga é apresentada por amigos e atrai pelo baixo preço (uma pedra custa em torno de R$ 5). Antes de o usuário perceber, já está cometendo pequenos delitos, em casa e nas ruas, para sustentar seu vício.



O tratamento

Apoio familiar e força de vontade do paciente são fundamentais. Após a internação, é feita uma avaliação e tratamento com remédios – pra controlar a fissura – e psicoterápico individual ou em grupos, utilizando técnicas que desenvolvem estratégias de enfrentamento em situações de risco, como festas com uso de drogas.



* Bônus

Você pode se tratar corretamente, tomando remédios e frequentando grupos de ajuda e seguir sua vida normalmente. Ou passar para a próxima fase...



A recaída

Diferentemente dos bonequinhos de videogame, você tem apenas uma vida. Sim, já dissemos isso antes, mas, às vezes, parece que é preciso lembrar. Não existem números oficiais, mas especialistas afirmam que o índice de recuperação é baixo, e as recaídas são frequentes entre os pacientes que deixam as clínicas. Voltar a andar com as mesmas pessoas é uma roubada.



Game over

Quanto mais o usuário fuma, mais precisa para se satisfazer. Se você chegou aqui, dificilmente, vai sair... É triste, mas é real. Muita gente morre por causa da droga. Diretamente, pelos danos causados no organismo, ou indiretamente, como em conflitos com a polícia, brigas entre gangues e cobrança de traficantes. A pedra joga o adolescente em um universo de violência do qual é difícil sair vivo.

Crack: Abra o olho!





* 66% dos adolescentes dependentes químicos (drogas e álcool) têm outra doença associada, como depressão ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH);


* Há 4 anos, não havia nenhum usuário de crack hospitalizado no Hospital Mãe de Deus, na Capital. Hoje, eles ocupam 40% dos leitos;


* Em um ano, 52% dos meninos viciados em crack que vivem nas ruas de São Paulo entrevistados pela Unifesp morreram;






Ciclos


Segundo o National Institute on Drug Abuse, dos Estados Unidos, a cada 15 ou 20 anos, fecham-se ciclos da droga “da moda”. Isso vale para o mundo inteiro. Dê uma olhada no que rolou nos últimos 40 anos.


Anos 60 e 70 : O barato era “viajar”. Maconha e ácido lisérgico (LSD) eram os preferidos dos jovens.


Anos 80: Nessa época, a galera queria “se ligar”. Os estimulantes da vez eram anfetamina e cocaína.


Anos 90 e 2000: Continuamos em uma fase em que os estimulantes estão em alta entre a galera. Hoje, o crack (uma versão da cocaína) e o ecstasy se popularizaram.






Fontes consultadas: Sérgio de Paula Ramos, psiquiatra coordenador da unidade de dependência química do Hospital Mãe de Deus, na Capital, e José Fernando Aidikaitis Previdelli, psicólogo da Clínica São José e do Hospital São Pedro, na Capital


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Crack não é mais uma droga "chinela": especialista diz que risco chegou à classe A



Psiquiatra diz que a pedra já se espalhou pelos colégios particulares da Capital



Ramos é coordenador da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus Foto: Dulce Helfer/BD Zero Hora

A pedra de crack custa cerca de R$ 5. Por causa desse preço, considerado barato no mundo das drogas, a pedra ficou com fama de ser uma droga utilizada apenas pelas classes menos favorecidas. Foram esses jovens que começaram a utilizá-la, mas isso mudou. "Hoje a pedra não é mais uma droga 'chinela', como se diz na gíria", avisa o psiquiatra Sérgio de Paula Ramos. Ele é coordenador da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, e membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos sobre Álcool e outras Drogas.



Nesta entrevista para o Kzuka, o médico explica por que o crack atrai cada vez mais usuários e enfatiza a necessidade de prevenção. Acompanhe trechos do bate papo.



Kzuka – Quando o crack chegou ao Rio Grande do Sul?

Sérgio de Paula Ramos – Há seis ou sete anos, na região serrana. A primeira cidade onde se registrou a droga foi Caxias do Sul. Quando desceu para Porto Alegre, há quatro ou cinco anos, já era fonte de preocupação local.



Kzuka – É possível traçar um perfil entre os usuários?

Ramos – A maioria são jovens que começaram muito cedo no álcool. E do álcool foram para outras drogas, como a “maconhazinha” no colégio, percebida como droga inofensiva. Muitos pais desavisados me dizem “felizmente, meu filho só está na maconha”. Só que depois, ele cai na cocaína e segue a escalada das drogas até o crack. Hoje a pedra não é mais uma droga “chinela”, como se diz na gíria. Está em todas escolas particulares.



Kzuka – Por que o crack atrai cada vez mais usuários?

Ramos – É mais barato que a cocaína e o “barato” é maior. No Rio, os traficantes seguraram o quanto deu porque perceberam que o cliente não dura, já que o poder de destruição do crack é muito alto. Isso ocorreu lá porque o tráfico é mais organizado. Em Porto Alegre, o crack veio com tudo. O jovem necessita correr riscos, por isso procura esse “desafio”. Não adianta bater na droga e ficar repetindo que “não pode, não pode”. É como criança... Às vezes, o tiro saiu pela culatra...



Kzuka – O que funciona, então, no trabalho de prevenção direcionado ao jovem?

Ramos – Trabalho há 30 anos em prevenção em escolas e vejo medidas que funcionam. O colégio tem de ser visto como uma segunda oportunidade para o estudante. Se os pais são ausentes, o jovem pode encontrar no professor predicados como carisma etc. O colégio também deve diminuir a distância entre pais e filhos. Atrair os pais para dentro da instituição. Em vez de ficar batendo na droga, é preciso valorizar a vida. Dar instrumentos ao jovem para enfrentar situações estressantes, nas quais ele buscaria refúgio no álcool ou nas drogas. Por exemplo, se ele é muito tímido, pode começar a beber para chegar nas meninas. Simulamos situações como festas e desenvolvemos sua habilidade social.

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Tratamento exige que jovem mude seus grupos de amigos, diz psicólogo



Especialista diz que escalada no uso de drogas mudou





O psicólogo José Fernando Aidikaitis Previdelli, que trabalha na Clínica São José com reabilitação de dependentes químicos, em Porto Alegre, convive no dia-a-dia com a galera que acabou se envolvendo com drogas. Nesta entrevista para o Kzuka, ele fala que a escalada no uso dessas substâncias mudou: hoje, em vez de seguir os ciclos tradicionais de passar do álcool para a maconha e daí para coisas mais pesadas, tem gente que começa a se drogar direto com crack.



Previdelli conta que a droga não é exclusividade das classes menos privilegiadas e que a recuperação de dependentes é difícil pois as recaídas são muito comuns. Para ficar "limpo", o jovem terá que mudar os grupos de amigos com quem anda. Confira o bate-papo



Kzuka – Como o jovem chega no crack?



José Fernando Aidikaitis Previdelli – A escalada do uso da droga tem mudado. Hoje já temos pacientes iniciando na cocaína e no crack, embora sejam minoria. Normalmente, começam com álcool e maconha. Trabalho no (Hospital) São Pedro também. Lá tem crianças de oito anos com crack, ou seja, já estão começando direto no crack. São pacientes de classe social mais baixa, em condição de rua.



Kzuka – É possível apontar as causam que o levam à droga?



Previdelli – O pai e a mãe estão cada vez mais ausentes, principalmente a figura masculina, e muitos passam a responsabilidade para a escola. Nas classes mais altas, se percebe a falta de limites por parte dos pais ainda na infância. Na adolescência, é normal que o filho rompa os limites impostos pela família, como tirar boas notas, arrumar a cama, ter horário para voltar de festas, coisas simples, que possam ser recuperadas. Se o adolescente não tem esses limites em casa, ele vai transgredir algo imposto pela sociedade.



Kzuka - Como o crack chegou em classes mais altas?



Previdelli – Uma pedra custa R$ 5. Por isso, facilitou a disseminação em classes mais baixas, inicialmente. O que se observa nas classes mais altas é que é que usam o crack por transgressão, pois normalmente começam na cocaína. O usuário de classe mais baixa usa como fuga de realidade.



Kzuka – Como se dá o tratamento de recuperação do dependente de crack?



Previdelli – Não se tem muitos estudos sobre o crack. É uma droga relativamente nova, cujo uso se iniciou nos anos 80 nos Estados Unidos e, no máximo, há uns 10 anos chegou ao Brasil. A recuperação é difícil, o índice de recaída é bem alto. É preciso o apoio familiar e força de vontade do paciente. Depois da internação, o paciente recebe avaliação, tratamento farmacológico (pra controlar a fissura), e psicoterápico individual, familiar ou em grupos, onde desenvolve habilidades e estratégias de enfrentamento e autocontrole em situações de risco, como festa onde há uso de drogas.



Kzuka – Existe um período ideal para internação?



Previdelli – Não há consenso sobre o período de internação ideal. Quem interna pela prefeitura fica somente 20 dias, um período curto. Por senso comum, se sabe que 30 dias é o mínimo. Depois da alta, nos prontificamos até 90 dias a acompanhar o paciente. Há fazendas terapêuticas em que se pode ficar até nove meses. O adolescente tem uma dificuldade natural da fase em que está em planejar o futuro. Se tu falares em nove meses, para ele, é a vida inteira... É difícil colocar um parâmetro. Tem quem saiu e nunca mais usou a droga.



Kzuka - Depois do tratamento, é possível voltar a viver normalmente?



Previdelli - Um paciente vai ser dependente químico pro resto da vida, mas em abstinência. Tem que seguir o tratamento,é uma batalha. Há chances de se tratar, claro. Mas tem que haver uma série de mudanças. Tem de mudar os grupos com que anda. O estudo é algo interessante de ser trabalhado, há um consenso na classe científica de que o estudo é uma das coisas que afasta das drogas. Não só faculdade ou colégio, mas o estudo por conhecimento. Falta muito informação pra gurizada. Eles não têm essa noção, é uma droga. O complicado do crack é que, por si só, ele pode matar, vai atacar o Sistema Nervoso Central, mas o que mais mata é o contexto.

sábado, 22 de maio de 2010

UM PRESÍDIO QUE TEM TUDO PARA "RECOMEÇAR" - a história da reforma, ou "o antes e o depois"






No último post em  que falei no Presídio Estadual de São Gabriel e no Projeto Recomeçar, postei umas fotos bem impactantes, do estado em que se encontrava a casa prisional.
Pois agora vou postar as fotos que mostram parte do resultado do Projeto Recomeçar, que só obteve êxito porque a comunidade gabrielense apoiou o projeto, permitindo assim que tivéssemos êxito em nossos pleitos junto aos empresários locais (na hora de formalizar os PAC ou obter recursos para as reformas).
O PROJETO RECOMEÇAR, que foi idealizado pelo Magistrado titular da Vara de Execuções Criminais de São Gabriel (e cujo teor, na íntegra, consta do post http://saogabrielcontraocrime.blogspot.com/2009/12/projeto-recomecar.html), mas só obteve seu brilhante êxito porque contou com o apoio de diversos segmentos da sociedade, dentre os quais destaco as empresas Urbano e Vanhove (que ofertaram vagas de emprego aos apenados locais), a  OAB/RS - seccional SG, a atual Administração do PESG, a Defensoria Pública, o Poder Executivo Municipal e, por fim, o Ministério Público.
Há que se dizer que o Projeto, capitaneado pelo Dr. José Pedro, estava destinado ao sucesso, pois sua têmpera não deixaria fracassar algo de tamanha importância. No entanto, é de se repisar que as parcerias foram e são fundamentais, não só nesse mas em qualquer proposta para  ver transformada nossa realidade - máxime em temas tão agrestes como o sistema prisional.
E o Ministério Público foi parceiro, apoiando o projeto desde seu início, e buscará dar continuidade ao PROJETO RECOMEÇAR com a remoção do Dr. José Pedro para a Comarca de Alvorada, porque esse é um propósito comum.
Aliás, quando idealizado o "São Gabriel Contra o Crime", já havia um capítulo específico destinado à questão dos apenados, em que se pretendia: "Encaminhar ao Juízo da VEC, Diretor do Presídio local, Conselho da Comunidade e Prefeitura Municipal sugestão de trabalho no sentido de criar o Programa de Assistência ao Egresso e Apenado", baseado no argumento de que "Outro ponto de abordagem diz com os apenados locais. Sabidamente, as drogas e os comportamentos anti-sociais possuem relação, o que enseja a necessidade de operacionalizar algo semelhante ao Programa de Assistência ao Egresso e ao Apenado - Pró Egresso existente no Estado do Paraná(http://www.pec.uem.br/pro-egresso/index.htm ) a fim de que se possibilite a quebra do ciclo de reprodução deste tipo de comportamento através da educação e assistência durante a ressocialização do preso. Em uma estratégia de mão dupla, os apenados deverão ser esclarecidos quanto ao sentido retributivo da sanção imposta, bem como deverão ser reforçadas na Comarca as fiscalizações pelo bom andamento das execuções criminais e aplicações das devidas reprimendas por fatos desabonatórios à disciplina prisional.

Mas o Dr. José Pedro foi além.

O PROJETO RECOMEÇAR mobilizou a comunidade e conseguiu recursos para a reforma do Albergue onde cumprem pena os presos dos regime aberto e semiaberto. As fotos falam por si.



REFORMA DO ALBERGUE
camas - ANTES
sanitários - ANTES


DURANTE A REFORMA:
sanitários - DEPOIS
pia - DEPOIS
camas e armários - DEPOIS


HOuve a construção de uma sala de aula no interior do PESG.

A SALA DE AULA


ANTES (na verdade, antes do Projeto Recomeçar, o "antes" era nada, porque não havia aula no PESG)
Mas no início, era uma lousa adaptada no refeitório, o qual se encontrava inativo.

DURANTE - começaram as reformas da sala que seria destinada às aulas


DEPOIS


O dia da inauguração, todos os parceiros presentes


Grande parte das cadeiras, doadas pelo Sindicato Rural de São Gabriel, e a TV e o DVD doados pela OAB


Os demais recursos para a reforma da sala de aula e também do albergue foram oriundos das transações penais realizadas no Juizado Especial Criminal de São Gabriel, além de doações de empresários locais.






Houve, ainda, a criação de uma biblioteca, que já conta com mais de 1.300 volumes doados pela comunidade, sendo que os primeiros volumes foram doados pelo próprio Dr. José Pedro e também pela Dra. Márcia Barrili, Juíza do Trabalho, apoiadora do projeto.


(na foto além do Dr. José Pedro e eu, a Dra. Wandira Chaves, Defensora Pública, também parceira do projeto)

Também o parlatório foi inteiramente reformado, recebendo nova pintura, cadeiras e, principalmente, novos interfones que agora possibilitam a comunicação entre os apenados e seus defensores. Essa foi uma valiosa contribuição prestada pela seccional local da OAB/RS.





sexta-feira, 23 de outubro de 2009

MOBILIZAÇÃO CONJUNTA - blitz e forum social


A Escola de Futebol Cruzeiro, numa iniciativa elogiável, organizou uma blitz em frente ao BTC, no dia 19 de junho de 2009, com distribuição de panfletos informativos sobre o crack, e também brindes aos veículos que passavam no local.


Várias autoridades prestigiaram o evento, demonstrando seu apoio irrestrito ao tema.


O evento era transmitido ao vivo pela Rádio RBC FM, de modo que a campanha tinha seu início com ampla divulgação e apoio da mídia local, o que é imprescindível para o sucesso de qualquer projeto.




E ao mesmo tempo era realizado na EScola XV de Novembro, um 'Fórum Social", onde a Secretaria de Educação e a Secretaria de Turismo organizaram palestras para presidentes de círculos de pais e mestres, cujo tema era o crack.



Os palestrantes foram os psicólogos Daniela Castilhos e Cícero Pacheco, além do Psiquiatra João Wagner Albert Nunes, que deram valiosa colaboração para o projeto SÃO GABRIEL CONTRA O CRIME, ao explanar sobre os efeitos e consequências do crack no organismo.




(esta foto foi extraída do site http://www.saogabriel.rs.gov.br/portal/index.php?Conteudo=lerNoticia&Id=381, onde há uma reportagem completa sobre o evento)


As demais imagens foram gentilmente cedidas pelo site Diferenciado.